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* * Apenas pensando alto * * | |||
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Enganos... Sabe esses esbarrões típicos de filmes românticos? Foi um desses, talvez um pouco mais real. Pensei em continuar andando sem ao menos me desculpar, mas, olhei e era ela. Justamente ela! Os mesmos cabelos negros e longos, o mesmo olhar enigmático escondido por trás dos óculos, como nos tempos de criança. Era a minha Marília, sem as fitas coloridas no cabelo e as meias três quarto. Pensei em ir embora e deixar as lembranças pra trás, não seria bom lembrar de tudo que me fizera, de como me abandonara. Mas talvez seria pior deixar passar despercebido este encontro inusitado. * * * O despertador tocou repentinamente e acordei assustado. Olhei para o relógio que indicava seis horas da manhã. Fui enganado novamente. Marília enganou-me na infância, na juventude, quando foi embora sem dizer adeus e agora em sonhos. Marília me engana, mas é minha, e não de Dirceu como dizem os poemas. Talvez seja esse o meu maior engano. Escrito por Carla Cabral e Silva às 20h47 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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